Aproveitando a ausência do Puto (Ângelo) do quarto dele, aproveito para por fim a um (outro) longo período sem escrever nada de jeito aqui. Ou melhor, sem escrever de todo porque senão ainda podia haver quem dissesse que de jeito nunca tinha escrito nada e isso, parecendo que não, não é muito agradável. Também aproveito para escrever num computador português, que traz a cada vez mais menosprezada vantagem de permitir o uso de acentuação nas palavras. Mas não me vou armar em paladino da língua portuguesa porque -cada vez mais- quando tento escrever, sobram as dúvidas. Será o preço a pagar por ter ido para engenharia.
Esta semana recebi a minha terceira nota desde que estou aqui; após dois 4,5 o professor de "Pneumatics and hidraulics" não fez por menos e deu nota máxima, 5! Acho bem. Ainda antes de saber esta última, o mesmo professor (que chamamos avô cantigas) levou-nos (a mim, ao Pedra e ao Barbeiro) no carro dele, e porventura em horário laboral, a uma visita a um castelo em Kórnik, a 20 km daqui. Foi um gesto bonito, e uma viagem agradável.
Hoje de registo temos a chegada de três Mirandolenses, conterrâneos do nosso Barbeiro que vieram fazer uma visitinha e, segundo eles, "ver as gajas". Já lhes mostramos um pouco da comida polaca (Febras com arroz de feijão) e agora foram sair, sem mim, que tenho perguiça e uma aula de manhã mas amanhã outro galo cantará.
Para o fim deixo com orgulho o ponto alto daquele que foi um dia enriquecedor, uma vez que fiz uma coisa que nunca tinha feito e assim, aumentando o meu saber e experiência, sigo a minha jornada com um sorriso, a certeza do que deixo para trás e a esperança que um dia, atrás das minhas pegadas virá gente que diga: "alguém esteve práqui aqui a jogar futebol durante um nevão", e... acho que já me perdi. Ando a ver épicos a mais, porventura.